A Tecnologia aplicada ao setor de bioenergia e agronegócio

Implantar novos sistemas para melhorar produtividade e reduzir custos demandam dados confiáveis para se ter sucesso.

“Até 2028 o Brasil produzirá aproximadamente 50 bilhões de litros de etanol por safra”, comenta o presidente da União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA) e reforça cada vez mais a necessidade de se investir em tecnologia para se obter este crescimento de forma sustentável.

Hoje quando se fala em tecnologia para o setor de bioenergia ou agronegócio a maioria das pessoas pensam logo em Sistemas Supervisórios Inteligentes, RFID, Sistema de Manufatura (MES), Drones, Inteligência Artificial, mas muitas vezes relegam a premissa básica de que estes necessitam de dados confiáveis para funcionem em todo seu potencial.

Você construiria sua casa sem se preocupar com a solidez da fundação onde esta será erguida?

A resposta parece ser óbvia, mas, na prática, as empresas continuam ignorando isso ao tentar implantar diferentes tecnologias. Imagine implantar um sistema de gestão, onde tudo é feito de forma transacional e interligada, mas utilizando bases de dados sem qualidade. Cadastros de fornecedores, de materiais, insumos, serviços, clientes, contas contábeis, usuários com dados imprecisos e questionáveis? Ou então tentar automatizar o processo de cotações, mas enviando solicitações para os fornecedores errados ou solicitando cotações de itens com descrições genéricas? Ou então implantar um portal de indicadores de performance (KPI Dashboard) que utilize dados imprecisos? Ou realizar uma leitura automática em um chip (RFID) onde o conteúdo deste não seja confiável?

Quem nunca passou por uma situação de analisar um relatório ou um gráfico e questionar se os dados estavam corretos?

A melhor tecnologia, que seja, não será utilizada em sua plenitude ou não funcionará se a informação que trafegar por esta não for de boa qualidade. Impactos? A automação será revisada manualmente, as economias não serão reais e as produtividades ficarão comprometidas.

A questão acima está relacionada à qualidade das informações, à qualidade dos dados, que são premissas básicas para tais sistemas se alicerçarem, garantindo que os dados imputados sejam inequívocos e confiáveis para seus processos específicos (Financeiro, Fiscal, Compras, Estoque, Manutenção…).

A resposta ao problema dos dados é: Saneamento de itens e governança de cadastros.

O objetivo principal de sanear os cadastros através de padrões de descrição, regras, sistemas e fluxos é para gerar descrições técnicas inequívocas e precisas, eliminando multiplicidades, itens genéricos, mal categorizados e com erros de classificação fiscal. O processo de saneamento de cadastro deve ser constante, ou seja, sempre que surgir a necessidade de criar um novo item, seja um material, serviço, cliente , fornecedor, etc… devem ser mantidos os padrões e regras. Hoje em dia, além de sistemas especialistas em cadastros de dados mestres, existem aceleradores para obtenção desta padronização, seja através de aquisição de bases com itens padronizados (Catálogos), seja com sistemas de categorização, matching automático de bases, governança de dados, entre outros.

O importante no tema é que a boa informação fará muita diferença nos resultados, na implantação de novas tecnologias, sendo assim, um pré-requisito para a mudança tecnológica que as empresas precisam e estão buscando. Ignorar a necessidade de se tratar e obter uma base de dados com qualidade é correr riscos na certa.

Autor

Alexandre Siqueira – Formado em Engenharia Química pela Faculdade Mauá, MBA em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e Pós-graduação em Marketing e Vendas pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Desenvolvendo sua carreira em empresas como Price Whiterhouse Cooper (PWC), Saint-Gobain, Apriso e atualmente como Diretor na Astrein. Atuando há mais de 20 anos com implementação de software de Gestão SAP (módulo MM), Sistema de Gestão de Manufatura, Gestão de Ativos e Software de Saneamento e Governança de Cadastros.

Astrein

A empresa Astrein foi fundada a mais de 30 anos com a missão de ajudar as empresas a  aumentar suas produtividades e reduzir seus custos através das novas tecnologias. Na década de 90, os primeiros computadores portáteis começavam a se tornar acessíveis aos negócios e empresas como a Astrein passaram a desenvolver sistemas para ajudar a atender as demandas do mercado.

A Astrein fez o primeiro sistema de gestão de manutenção para PC, o SIM – Sistema Informatizado de Manutenção. Se as máquinas parassem, o sistema de controle de produção abriria uma ordem de manutenção corretiva e acionava uma equipe para o conserto. O sistema permitia a criação de planos de manutenção preventiva das máquinas, e esses definiam quando as trocas de partes e peças seriam necessárias (por data pré determinada ou por horas de funcionamento). A questão é que o sistema abria uma ordem de serviço automaticamente, enviava ao operador, mas este, ao pesquisar se tinha realmente a peça em estoque, nem sempre encontrava as informações e as ordens não podiam assim ser atendidas. De 30 a 35% das ordens não eram atendidas por falta da peça correta para a manutenção. A partir deste entendimento, a Astrein ampliou seu portfólio, desenvolveu software especialista em cadastros e equipe técnica para realizar saneamento de cadastros e estabelecer processos para manter a qualidade dos dados mestres nas empresas.

Atualmente são mais de 5 milhões de itens saneados, padronizados, categorizados, traduzidos e classificados fiscalmente. Software especialista, equipe técnica multidisciplinar, gestão de projetos fazem com que nossa experiência possa ajudar sua empresa na obtenção da qualidade de dados.