As quatro fases de evoluA�A?o da gestA?o de facilities no mundo


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O mercado de gestA?o de facilities, ou facilities management, cresce A� taxa de 9% ao ano, em todo o mundo. No Brasil, especificamente, nA?o hA? nA?meros precisos que demonstrem a dimensA?o do mercado, embora fontes do setor estimem um tamanho da ordem de R$100 bilhA�es. Por mais incerto que seja o dimensionamento deste mercado, o fato A� que o Brasil vivencia um momento A?nico nos serviA�os de gestA?o de facilities, com grande potencial de crescimento e amadurecimento.

Em todo o mundo, e inclusive em paA�ses que iniciaram as atividades de facilities management em perA�odos anteriores, como os Estados Unidos, o cenA?rio configura-se de forma promissora para os fornecedores dispostos a evoluir e agregar valor ao pacote de serviA�os. Desta forma, A� possA�vel evidenciar ao menos quatro fases da maturaA�A?o em facilities management.

O primeiro momento, que experimentamos em meados dos anos 1980 e 1990, corresponde a uma fase de serviA�os A?nicos. Esta fase A� caracterizada por prestadores de serviA�os de uma A?nica especialidade, geralmente na A?rea de limpeza ou seguranA�a. No Brasil, esta etapa foi marcada pela entrada da gestA?o de facilities entre os serviA�os de grandes empreendimentos, como shopping centers, que precisavam terceirizar serviA�os vitais ao funcionamento do prA�dio, mantendo a qualidade para reter clientes.

Com a necessidade de as empresas direcionarem cada vez mais esforA�os ao seu core business, o que gera excelente possibilidade aos prestadores de serviA�os em facilities, chegamos ao segundo momento, em meados dos anos 2000 com o oferecimento de pacotes multisserviA�os.

Nestes casos, os prestadores ofereciam serviA�os completos em gestA?o de facilities, englobando, alA�m de limpeza e seguranA�a, serviA�os de paisagismo, manutenA�A�es diversas, gestA?o de sistemas de ar-condicionado, mensageria, brigadas de incA?ndio, entre outros serviA�os imprescindA�veis A� manutenA�A?o do negA?cio. O PaA�s foi muito bem-sucedido na prestaA�A?o de serviA�os nesta segunda fase com a consolidaA�A?o de parcerias duradouras e de qualidade entre fornecedores e clientes.

Atualmente, os players mais empreendedores instalados no Brasil deram inA�cio A� terceira fase da gestA?o de facilities. Trata-se da oferta de pacotes com serviA�os completos para todas as operaA�A�es da empresa em um paA�s. Por este formato, o prestador firma uma parceria ampla e sA?lida, tornando-se responsA?vel por todos os serviA�os de apoio do cliente em todo o territA?rio brasileiro.

Este tipo de contrato exige grandes investimentos em equipamentos, tecnologia, treinamento e mA?o de obra, o que confere larga vantagem aos prestadores com maior poder de investimento, como A� o caso de grandes grupos internacionais em atuaA�A?o no Brasil e companhias brasileiras com DNA de inovaA�A?o e empreendedorismo.

A tendA?ncia A� que, apA?s o surgimento dos primeiros resultados positivos de um relacionamento mais intenso entre prestador e cliente, este formato evolua rapidamente para a quarta fase conhecida da gestA?o de facilities, experimentada atualmente apenas por paA�ses como os Estados Unidos e algumas potA?ncias da Europa. Da oferta de serviA�os para um paA�s, expandiremos para parcerias globais, que contemplem todas as operaA�A�es da empresa no mundo, construindo verdadeiros impA�rios de gestA?o de facilities, com grandes benefA�cios para prestadores e clientes.

Se por um lado a empresa especialista em facilities management ganharA? uma responsabilidade muito mais ampla pelas operaA�A�es de uma empresa, assumindo todos os riscos pela operaA�A?o em larga escala, passarA? a ter que investir mais e mais no avanA�o e na atualizaA�A?o de plantas, equipamentos e equipe, a fim de garantir que seus prA?prios resultados sejam vantajosos.

O cliente, por sua vez, ganharA? o benefA�cio de ter uma equipe parceira, e cada vez mais comprometida e engajada com a eficiA?ncia e a inteligA?ncia de suas atividades, ou seja, de suas prA?prias instalaA�A�es e de seu negA?cio. Afinal, parcerias deste porte apenas podem funcionar com sinergia total entre fornecedor e tomador. E, de sinergia, o Brasil com certeza entende.

Fonte: Revista Infra – EdiA�A?o 163
Link:http://www.revistainfra.com.br/portal/Textos/?Artigos/14556/As-quatro-fases-de-evolu%C3%A7%C3%A3o-da-gest%C3%A3o-de-facilities-no-mundo-