Facilities: mais que área de apoio


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Apesar de o termo facilities management ter surgido nos Estados Unidos por volta da década de 1960, no Brasil, a atividade começou a ganhar espaço em meados do ano 2000. De lá para cá, os serviços de facilities ganharam corpo e importância dentro do negócio, principalmente em empresas que possuem grande quantidade de ativos. Este momento, em especial, quando as perspectivas dão conta de que nossa economia crescerá em tono de 2% e 3%, o estado de alerta leva as companhias a refletirem sobre o que devem fazer para manter sua estrutura, cortando ou otimizando custos. Neste sentido, a gestão de facilities chega como grande aliada.

Por meio de um trabalho integrado, uma empresa pode centralizar todos os serviços de apoio à operação da empresa, o que significa desde manutenção técnica, elétrica, hidráulica e civil, além de paisagismo, segurança, limpeza, mensageria, serviços de transporte e fluxo de documentos, entre outros.

Embora sejam serviços de apoio, nenhuma empresa, ou empreendimento, pode se dar ao luxo de não tê-los ou de não se preocupar com eles, sob o risco de prejudicar o andamento do negócio. Em contrapartida, quando os serviços de facilities são bem realizados e integrados, a empresa ganha em eficiência e sinergias.
Considerando que é de responsabilidade desta área cuidar também de detalhes, como o nível de luminosidade, a temperatura ideal do ar condicionado e a qualidade do ar do ambiente, além de otimização de custos e recursos, os colaboradores também ganham muito quando estão em uma empresa com uma gestão de facilities eficiente, o que influencia, inclusive, na satisfação e, consequentemente, retenção das pessoas. Ou seja, embora sejam serviços “de bastidores”, que podem passar despercebidos quando tudo opera bem, a gestão de facilities é fundamental para garantir que a empresa foque em sua atividade principal.

No Brasil, que ainda experimenta a expansão dos serviços de facilities, uma opção que faz sentido para as empresas é a terceirização. Quando a organização transfere a gestão e operação de seus ativos a uma empresa especialista, capacitada e atualizada, tem o benefício de poder focar exclusivamente em seu negócio. Mas, neste caso, não estamos falando apenas de transferência de serviço ou terceirização de mão-de-obra. O objetivo é transferir a estratégia e a inteligência para gerar os resultados esperados.

É claro que muitas empresas ainda não praticam a total transferência de responsabilidade pela gestão de facilities a um terceiro. Muitas acabam terceirizando apenas a operação, mantendo a necessidade de controlar e comandar as atividades. Porém, existem parceiros que assumem a responsabilidade por todo o processo, ou seja, atuam da estratégia à operação. Quando unimos conhecimento, com estratégia e os objetivos da empresa, é possível garantir que a gestão de facilities seja executada com a melhor equação custo-benefício, gerando maior competitividade ao negócio.

Fonte: DCI – SP
Link: http://www.dci.com.br/opiniao/facilities-mais-que-area-de-apoio-id381670.html